Almas da pura flora,
Incensos de Judá,
Ninguém nos roubará
Ao toucador da Aurora.
Na terra ingrata chora
A for do resedá,
Que o vento esfolhará;
Mas nós, livres agora,
Semeamos neste espaço
Atómicos perfumes,
Que em misterioso laço
Caem no altar dos Numes...
E tu, cérebro e braço
Na podridão resumes.
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